Retardantes de chama: pressão regulatória abre caminho para mudanças nos aditivos, até nos halogenados

Revista Plástico Moderno (13 de outubro de 2014)

No Brasil, a Associação Brasileira da Indústria de Retardantes de Chama (Abichama) aborda temas relacionados à reação de materiais ao fogo e ao desenvolvimento de padrões de inflamabilidade. A entidade ratifica o posicionamento contrário à alteração dos ensaios de resistência ao fogo promovidos pelo TB-117 emitidos por outros especialistas em segurança contra incêndio. “A ação do California Department of Consumer Affairs Bureau of Electronic and Appliance Repair, Home Furnishings and Thermal Insulation eliminou um importante nível de proteção que beneficiou a população da Califórnia nos últimos 35 anos”, criticou Lilian Salim, diretora da associação, cujos sócios são ICL, Albemarle e Chemtura.

Em conformidade com a Associação Nacional de Segurança contra Incêndio (Nafra, dos EUA), a Abichama ressalta que velas, isqueiros e fósforos são grandes causas de incêndios em móveis estofados, enquanto o número de incêndios causados por cigarros está em declínio. “A comissão não deveria ter removido a necessidade do teste de chama aberta para móveis estofados sem considerar os resultados de um estudo de no mínimo dois anos sobre a resistência ao fogo nos materiais utilizados e outras tecnologias existentes”, afirmou Lilian.

O papel da associação é alertar e conscientizar os órgãos governamentais, empresariado e a população sobre a importância da segurança contra incêndio e prover soluções seguras para a proteção dos consumidores. “Neste sentido, temos atuado em diversos Comitês de Estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Comissões de Estudos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)”, disse Lilian.

Como explicou, ainda há muito espaço para o crescimento da segurança contra incêndio no Brasil. “Com base em referências internacionais de regulamentações, legislações e normas, o que a Abichama propõe para o País é a adoção de padrões de segurança contra incêndio que incluam o controle de inflamabilidade de materiais. Por exemplo, o tipo de material a ser usado em uma determinada construção deve ser definido respeitando normas e regulamentações em vigor para cada tipo de aplicação”, ressaltou. Além dos materiais de construção, todo o ambiente deve ser observado e adequado às normas de segurança contra incêndio, incluindo decoração, revestimentos, móveis etc. No caso de artigos inerentemente inflamáveis, como cortinas, espumas de isolamento acústico e térmico, carpetes, colchões, poltronas e outros, o fundamental é que esses itens sejam tratados para que tenham uma baixa taxa de propagação de chama. “O objetivo final é aumentar o tempo que as pessoas teriam para sair de forma segura de uma propriedade, em caso de incêndio, salvando vidas”, apontou.

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